quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Mutante
Composição: Rita Lee - Roberto de Carvalho
Juro que não vai doer
Se um dia eu roubar
O seu anel de brilhantes
Afinal de contas dei meu coração
E você pôs na estante
Como um troféu
No meio da bugiganga
Você me deixou de tanga
Ai de mim que sou romântica!
Kiss baby, kiss me baby, kiss me
Pena que você não me kiss
Não me suicidei por um triz
Ai de mim que sou assim!
Quando eu me sinto um pouco rejeitada
Me dá um nó na garganta
Choro até secar a alma de toda mágoa
Depois eu passo pra outra
Como mutante
No fundo sempre sozinho
Seguindo o meu caminho
Ai de mim que sou romântica!
Estar só... Só por estar...
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”
Ontem fui assistir o filme Ensaio Sobre a Cegueira (do famoso José Saramago). Já tinha lido o livro na época de escola, mas estava um pouco receosa com o que veria no cinema. Isso porque durante a semana toda li críticas sobre o filme, onde a maioria delas era negativa!O romance aborda uma repentina cegueira branca que abate toda cidade. Inexplicável e incurável a tal cegueira branca (assim chamada pois as pessoas infectadas tem em seus olhos uma superfície leitosa), atinge primeiramente um homem no meio de um engarrafamento, e lentamente se espalha pela cidade toda. Aos poucos todos os cegos acabam reduzidos a meros seres lutando pelos seus instintos.
O Filme é perfeito (na minha ignorante opinião), a questão é porque então, tantas críticas negativas?Como disse a posts atrás, a verdade dói! E vê-la assim tão explícitamente, jogada na cara, assusta e repele nós seres imperfeitos. A história é forte, é triste e cruel. Ver uma sociedade toda desmoronar por completo, perdendo tudo aquilo que considerava civilizado e mostrando nesta condição adversa seu real caráter, sua real natureza é realmente chocante.
O ser humano não passa de um animal como todos os outros, a diferença é que entendemos que existe uma “norma de conduta” que devemos seguir para conseguir conviver em sociedade. Tirando de nós, o básico, ficamos totalmente irracionais agindo pelos instintos, as pessoas são obrigadas a confiar umas nas outras, esquecendo seu preconceito, seu sexo, sua raça, seu estilo de vida. Ali todos são iguais, todos estão reduzidos a cegueira. Não há monstros ali, apenas seres humanos conduzidos a seus extremos.
O “tapa na cara” de quem assiste vai além do físico, além das diversas violências que cada personagem sofre. Existe ali implicito a violência moral, quando todos se “vêem” cegos e em condições adversas, começam a lidar mais de perto com sua espiritualidade e com sua dignidade. Mais do que olhar, naquele momento o que realmente importa é reparar no que acontece a sua volta, reparar no que nós estamos nos transformando gradativamente, e tentar assim se humanizar novamente, empatia.
Por fim, lí um artigo do BBC onde o crítico dizia que o filme é “Deprimente”... deprimente somos nós seres humanos que só sofrendo aprendemos dar valor ao que realmente importa.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Excluídos
Talvez a maioria das pessoas que acessem este blog, saibam da minha paixão e dedicação pela dança. Dedicação tamanha, que este ano estou envolvida em dois espetáculos...
Um deles EXCLUÍDOS, com estréia no dia 12 de outubro. (Ou seja, já foi!!!)
E olha... fiquei tão nervosa no dia que acordei passando mal, tive que ficar me cuidando o dia todo com água de coco e biscoito para não acontecer nenhum acidente próximo ao horário de início do espetáculo. “Normal”... (disse minha querida Professora Margareth Kardosh – afinal ela também estava passando mal), normal porque sempre fica a sensação de que não ensaiamos o suficiente, de que ninguém vai gostar do que estamos apresentando, que alguém vai cair em cena ou que a música vai parar. Mas graças a deus este não foi o caso (pelo menos não no dia 12). Deu quase tudo certo (tirando alguns probleminhas com o timing do espetáculo), a aprovação foi total! Dia 19 (próximo domingo) estaremos lá novamente, com o maravilhoso elenco principal, e (nós) elenco de apoio... todos torcendo para que tudo saia ainda melhor.
Excluídos conta com a dança, a história de um trio amoroso envolvidos em paixão, intrigas e ciúmes. Mas não se engane. Nem só de dança de salão vive os EXCLUÍDOS, o espetáculo é também regado ao bom balé clássico, balé moderno e a dança contemporânea.
Estou muito feliz em poder participar dos EXCLUÍDOS, pois dançar ao lado de nomes como João Carlos Ramos (não só dançar ao lado dele, mas também ser dirigida por ele), Margareth Kardosh e Luciana Mayumi não tem preço! Além de excelentes bailarinos, são renomados profissionais! Não poderia estar em melhor escola! Aproveito para agradecê-los sobre tudo que estão me ensinando, agradecer o apoio, e a ajuda que sempre estão dispostos a dar a todos nós amadores.
Quem assistiu, gostaria que deixasse aqui seu comentário, para que possamos (nas próximas apresentações) trazer ao público o melhor que a dança tem a nos oferecer. Quem não assistiu, ainda há tempo de comprar seu ingresso (R$25,00 antecipado), e quem não conseguirá comparecer, não tem problema, pois no final do ano estarei de volta com o outro espetáculo que comentei lá no começo do post, mas este não é sobre os EXCLUÍDOS, e sim o espetáculo de final de ano da escola de dança Andrei Udiloff (dia 30/11 e 07/12), que trará várias surpresas para seus espectadores.
Se quiser assistir algum deles entre em contato comigo!!
Até o próximo post.
Ps.: Aliás ontem não postei nada porque estava tão cansada após a estréia que não tinha forças nem para digitar... rsrsrsrs!!
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Mendigos entram na era da Internet
A inclusão digital começa a aproximar mendigos do mundo de possibilidades que a internet propicia. Um batalhão de sem-teto está recorrendo a bibliotecas públicas e computadores em abrigos sociais para deixar sua impressão digital na web. Muitos já têm blogs. Um site de destaque é o do Project Kengikat, que conta histórias do pessoal das ruas.
A imagem de um mendigo usando um laptop se tornou uma das mais disseminadas por email nas últimas semanas na Inglaterra, como mostra o "Sun". A imagem é chapliniana. É claro que tem mendigo com todas as intenções. Em maio deste ano, a polícia prendeu Paul Krueger (o nome é uma perfeita ironia para o caso!), um sem-teto americano que usava um laptop em Atlantic City para dar golpes em mulheres carentes que buscavam a cara-metade em um site de relacionamento.Ele conseguiu arrrecadar 100 mil dólares de 13 vítimas se fazendo passar por produtor musical bem-sucedido no trabalho, mas com azar no amor...
(extraído do jornal O Globo)
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Chega a ser assustador o poder que a internet tem hoje!Se não tivesse foto, eu diria que é mentira. Essa "nova era" tomou conta do mundo, e se tornou tão banal que veja, um notebook, antes considerado objeto de luxo, hoje é usado até por mendigos... (não é preconceito, só é inesperado...)
E outra, acho q vou para os Estados Unidos ser Sem-Teto... os caras passam melhor que nós Brasileiros assalariados...
Viva a globalização!
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
IPhone? Eu quero, eu quero... EU QUEROOOO
Mas a decepção é tamanha! Vejam bem como me sinto...
Ele é simplesmente lindo, elegante e charmoso. Tem uma tela sensível ao toque, tem e-mail, acesso a internet, GPS, roda vídeos, tem centenas e milhares de apps (aplicativos criados especialmente para o IPhone, que o transformam desde uma lanterna até em plástico bolha, guitarra e sabre de luz jedi! Além é claro dos aplicativos mais sérios e cheios de utilidade...) tira fotos, acessa o You Tube, e é obvio tem um maravilhoso IPod (isso tudo 3G, e com o acelerômetro – que deixa tudo infinitamente mais legal).
Eis então que surge minha grande decepção... Alguém consegue explicar o valor absurdo que as “maravilhosas” empresas de telefonia móvel estão cobrando pelo aparelho mais o plano? Sinto muito, mas ou estou pobre demais, ou pão dura demais. Mas pagar cerca de R$ 2.300,00? Sendo que fora do Brasil conseguimos o mesmo aparelho por cerca de $300,00 !!! É muita diferença!
Todos os dias chego ao meu local de trabalho, abro meu notebook, e entro no site da CLARO e da VIVO sem ao menos ter tomado café da manhã, na esperança (em vão) dos preços terem baixado de uma hora para outra como uma obra divina!
Estou me sentindo paranóica. Quando vejo alguém com um IPhone na mão, olho tanto, mas tanto que a pessoa fica constrangida e acaba guardando com medo que eu roube, ou então que caia no chão de tanto eu secar.
Não tenho culpa, OK?? Culpa é do Steve Jobs que não pára de criar coisas legais e chamativas, que não pára de atormentar minha vida com as maravilhas do mundo da Apple. Eu vivia muito bem com minhas fitas cassetes e meu super walkman da sony ... aquele amarelo...
Acho que vou voltar a ideia original de comprar um IPod Touch. Na verdade não sei, estou confusa e em crise; e veja bem, ontem mesmo estava falando sobre crises, e olha que essa nem chega aos pés de uma crise amorosa, mas está me consumindo como se fosse. Queria só uma luz no fim do túnel... Compro o IPod Touch ou o IPhone (com preços abusivos) 3G ???
Ó, e agora quem poderá me ajudar?
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Enxurrada de sentimentos!

O relacionamento interpessoal, é muito dificil. Ainda mais quando não nos entendemos, acabamos colocando a culpa dos nossos erros ou da nossa falta de compreensão, nas pessoas mais próximas.
Não estou falando só de crises de amor, mas também de amizade, de comprometimento, de responsabilidade. Quando deparamos com algo que não entendemos, a primeira reação é se armar contra aquilo, e por vezes deixamos de ter razão, passamos a nos fechar nas nossas verdades, sentindo que só o que estamos pensando faz sentido. A sociedade acaba nos impondo valores que estão tão intrínsecos em cada um, que nos afastamos de diversas situações por medo, por insegurança e por falta de visão.
Cada um tem aquilo que busca. Se alguém é grosso com você, te xinga, te humilha, pode ter certeza de que você tem pelo menos 50% de culpa nisso, ninguém entra numa situação sem querer, ou obrigado (ok, concordo que muitas coisas não temos como controlar, como um chefe estúpido por exemplo, mas o caso aqui são os relacionamentos que entramos por que nos convêm).
Mulheres choram porque os malditos homens (dos quais elas não querem se desvencilhar) são grossos, não tem tato, não conseguem fazê-las felizes. Mas ao mesmo tempo, não param pra pensar que Homens e Mulheres são “raças” distintas, com tantas e tantas diferenças de personalidade que nunca, mais nunca mesmo um conseguirá entender os “porques” do outro.
Homens tem dias e dias de fúria, pois suas “infelizes” esposas ou namoradas; não param de reclamar que estão magoadas, que sentem falta daquele amor do começo do relacionamento, e que eles não fazem mais companhia. O homem fica furioso porque não consegue entender do que tanto sua amada reclama, afinal ele continua gostando dela, não ficaria nenhum dia sem ela; mas pra ele esse papo de ser sensivel é coisa de gay, ou então, para ele, ele já é sensivel o suficiente. Como já disse no parágrafo anterior, homens e mulheres são raças distintas e nunca irão se entender.

Amizades esfriam, e por vezes morrem. As pessoas mudam. E sempre alguém nessa história não saberá o que aconteceu e ficará com a má impressão que seu amigo não era de verdade amigo. Niguém pára para pensar que tudo vive em constante mudança, que as pessoas se afastam naturalmente, não porque querem , mas porque a vida nos coloca em caminhos distintos.
Vivemos sempre buscando um culpado para nossas angústias e nossos problemas. Alguém já tentou olhar para o problema que carrega? Óbvio que não, ou se fizeram, pararam, porque a realidade dói. É tão mais fácil jogar a culpa pra cima e sair de fininho... é tão fácil culpar um amigo, ou namorado pelo fim do relacionamento. É tão fácil apontar para o outro e dizer: “Você está errado”. Poucos são aqueles que se avaliam antes de julgar.
E não pense que só porque escrevo tudo isso, sou a melhor mulher, ou a expert em relacionamentos interpessoais. Eu choro, eu não entendo, eu já tive milhares de crises existenciais e sei que terei muitas ainda. Muitos de nós, (senão todos) sabemos disso, mas na prática quem deixa de avaliar as atitudes do próximo para avaliar a sua? Talvez Dalai Lama, ou Madre Tereza... mas esses são espirítos evoluidos, estão além...
O que resta a nós mortais é viver em prol dessas crises e desentendimentos. Sem elas talvez viver não tivesse graça, sentido. Tudo seria tão bom e simples, que não acreditariamos nessa calmaria toda, e começariamos a nos angustiar por isso.
O que quero dizer com tudo isso? É que infelizmente (ou felizmente, não sei), nunca estará bom. Alguém sempre estará insatisfeito com alguma coisa, julgando e magoando alguém. Então o que nos resta e ter consciência que por melhor que nos vemos, sempre terá alguém achando um defeito, e que por isso, não devemos desanimar e nos chatear. Pelo contrário, devemos buscar cada vez mais dar o melhor que podemos ao outro, pelo menos teremos a sensação de dever cumprido.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
O que mais te surpreende na humanidade?
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Devaneio
Nunca pensei em escrever nada do tipo, mas a experiência que tive com a viagem a Buenos Aires, e com o blog que nasceu dela, me trouxe uma vontade antes inexistente. (acessem, http://baoval.blogspot.com)
Ainda sinto insegurança, será que conseguirei expressar tudo que tenho vontade de falar?
Veremos...
Que venham as ideias!
